Lírico

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Greenland
Toda eu sou alma. Todo eu sou frio, branca como a neve. Toda eu sou sonho, céu, nuvem. Toda eu sou girassol. Toda eu serei tua, se assim o entenderes.

2 de julho de 2010

Surpreendentemente inimaginável...


A vida é realmente surpreendente. Tudo aquilo que parece inexplicavelmente inacreditável acontece e desenrola-se bem no interior das gentes, desenvolvendo-se, crescendo, fazendo de nós seres sentimentais vulgares. Inimaginável!

Por vezes, a recepção de um não é o começo para uma nova etapa. As indiferenças rapidamente absorvem a positividade e nos tornam imunes a novos encontros com esta agora já não precoce experiência. O céu é coberto por aquelas bem conhecidas nuvens que me levam a luz, a inspiração, a alegria e alguma razão. Caminho sobre a chuva que teima em não parar e deparo-me com um desconhecido: passou, olhou, prosseguiu caminho… Tu!

Aquela aparição me intrigou. Nos breves instantes seguintes, a indecisão se apoderou de mim: avanço nesta longa estrada ou quebro o tempo, volto e corro atrás do que me embaraça?

Decidi e tomarei as consequências desta deliberação. E sobre aquela água que desaguava do céu, corri à cata de um sonho, em busca de ti! À medida que acrescentava nesta minha teimosia a colossal querença de descortinar a imensa razão da tua chegada, senti finalmente que me encontrava a causar o que era correcto.

Procurei o teu nome num complexo chamamento ao qual não obtive imediatamente resposta. Pela derradeira vez tive forças para pronunciar tua denominação que me perfurava a alma e me desinibia o coração. E lá estavas tu! Olhavas-me concentrado a fim de absorver todos os detalhes do meu rosto e sensivelmente respiravas. E tu, descuidado e carregado de solidão, vagueavas fugindo de mim, atrasando o tão inesperado começo.

Finalmente vieste até mim. Pegaste em minha mão e guiaste-me ao guardião do infinito. Uma grande entrada surgiu sobre nós e eu, aterrorizada, contemplei aquela arrepiante beleza espectral. Olhaste-me e delicadamente descortinaste o meu rosto. Sussurraste umas harmoniosas palavras ao meu ouvido: pareceram-me perfeitas. Não as recordo. Escaparam-me entre os dedos, fugiram e dirigiram-se para o portão do interminável.

Nunca mais vou esquecer a cor dos teus olhos quando fixamente me observavas nem os teus débeis gestos perante mim. Nunca soube quem foste, ainda desconheço quem verdadeiramente és, quem serás? A única certeza que possuo é a de que não desaparecerás das minhas memórias, estejas onde estiveres, sejas lá tu quem fores. Sei onde te encontrar: um dia chegarei ao infinito e aí procurar-te-ei e desvendarei por fim a tua sublime identidade.

Bárbara Patrício

1 comentário:

- biskiLIMA™ disse...

AMEI, AMEI AMEI $$$$:
ja etou a seguir $:
blog fantastico $:

Obrigado pelo selo :DDD
<3